Tilápia no capim


Giuliano Andretta
25/12/2015

Aprenda os macetes de uma pescaria de baixo custo que pode render muita diversão nas áreas alagadas das represas

 

Originária do continente africano, ela é pouco exigente à adaptação em diferentes ambientes e possui alta capacidade de procriação, sendo encontrada em todos os cantos do País. Junte a isso seus bons atributos no prato e na ponta da linha, e você verá porque a exótica tilápia é hoje uma paixão nacional. Dentre as diferenças espécies aqui introduzidas, podemos destacar a rendalli. Onívora – ou seja, de dieta bem variada – faz a alegria dos pescadores por atacar diversos tipos de iscas, entre naturais e artificiais.

Uma das formas mais eficientes para sua captura é também uma das mais simples, barata e acessível: a pesca de barranco, utilizando capim. A modalidade ganha destaque em algumas represas atingidas por grande índice de chuvas nesta época de maneira que o alagamento de áreas ocupadas por capinzeiros fornece aos mesmo tempo alimentos e esconderijo para o peixe. É também no final do verão que as águas costumam apresentar maior temperatura, condição e ideal para a atividade da tilápia. Confira aqui alguns passos para obter sucesso nesta modalidade.

 

  1. Escolha e preparo do pesqueiro

– Prefira locais isolados e protegidos de vento, como fundos de grotas em lagos e represas, com espaço suficiente para “armar acampamento” na margem.

– As barrancas podem ser íngremes ou planas. Se existirem estruturas submersas, tais como pedras ou o próprio capinzeiro alagado, ainda melhor.

– A ceva é comum para aumentar a produtividade, podendo ser feita amarrando tufos de capim em uma pedra e lançando-os na área de pesca.

– Evite cevar o local com quirela, esta atrairá muitas tilápias pequenas, verdadeiras ladras de iscas.

  1. Material

– Varas lisas, telescópicas ou de bambu de 2 a 4 metros. Opte pelas menores quando for pescar em barrancos íngremes (pesqueiros profundos próximos à margem) e pelas maiores em locais rasos e fundo plano.

– A linha pode ser do mesmo comprimento ou um pouco maior que a vara, prefencialmente de monofilamento de até 0, 30 mm.

– Os anzóis são via de regra pequenos, podendo ser do tipo Chinu ou Maruseigo nos tamanhos 14 ou 16.

– Boias coloridas auxiliam na visualização de ações.

– A chumbada, caso se queira levar o capim para o fundo, deve ser leve e permanecer distante do anzol para o peixe não sentir o peso na hora da beliscada. Procure deixa-la solta na linha principal, parando num pequeno girador, amarrando um pequeno chicote com anzol na outra extremidade.

 

  1. Tipos de capim e como iscá-lo

O mais comum e preferido pelas tilápias é conhecido como “quicuio” ou “picuio”. Encontrado facilmente em qualquer terreno baldio das cidades, tem miolo tenro e não é difícil costurá-lo no anzol. Basta passar este duas ou três vezes na base do talo das folhas internas. O capim “papuã” também é muito utilizado, com características semelhantes às do picuio.

– A erva-doce é outra isca eficiente e fácil de ser encontrada, mas requer um pouco mais de cuidado para ser iscada. Passe o anzol no seu talo e enrole a linha no ramo encaixando a ponta do anzol no tufo formado. Então, puxe a linha para firmar sua fixação.

  1. E o melhor de tudo….

Como a tilápia procria facilmente e várias vezes ao ano, não é raro causar um excesso populacional nos lagos e represas em que é encontrada. Neste caso, é até aconselhado fazer sua “despesca”. Não esqueça de levar um sumburá para, ao final da pescaria, abater alguns exemplares para saborear em casa, sem peso na consciência!

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