São Paulo - Presidente Epitácio | Revista Pesca Esportiva

São Paulo – Presidente Epitácio


César Pansera
20/01/2015

 

Sobre o destino

Numa viagem repleta de boas surpresas e grandes peixes, nosso colaborador faz uma pescaria em Presidente Epitácio, um dos locais mais explorados durante o boom da pesca esportiva ao tucunaré

 

A represa Sérgio Motta, no extremo oeste de São Paulo, é formada pela barragem do rio Paraná e possui aproximadamente 250 quilômetros de extensão e largura média de nove quilômetros. Além de fazer a divisa entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, o reservatório é um dos principais destinos da região Sudeste para quem procura grandes tucunarés-azuis e uma rede de serviços preparada para atender o pescador esportivo.

 

Tiro rápido
À medida que o dia esquenta, os peixes começam suas atividades de caça na superfície. Iscas do tipo zara, hélice, stick e popper são muito produtivas nessas condições.

Fique atento às chuvas de verão, na verdade, em todo pico de pressão atmosférica, os peixes predadores costumam ficar mais ativos. Um pouco antes e depois do fenômeno, várias espécies de peixes predadores atacam o que passar pela frente. Para detectar com mais facilidade tais situações, os barômetros portáteis são ideais.

Às vezes, porém, mesmo nessas ocasiões, alguns tucunas apenas rebojam atrás das iscas, sem atacá-las. Parecem apenas querer espantar o intruso. Nessa hora, vale usar uma tática diferente: arremessar iscas como jigs de penacho, colheres e shads exatamente sobre o local do ataque.

Não perca tempo. Se isso acontecer durante o trabalho com uma isca de superfície, encoste a vara de lado sem recolher o plug e com outro caniço faça o arremesso. Nessas horas, a expectativa por um ataque é grande, e pode acontecer da isca nem chegar a afundar.

Seja persistente, não é raro tentar três, quatro, cinco vezes para que o peixe ataque a isca com vontade.

 

Arremesse aqui
1. No meio da represa: alguns pontos, mesmo no meio do reservatório, são mais rasos. Observando as árvores maiores, é possível calcular o quanto elas estão submersas. Troncos mais grossos podem reservar boas surpresas e são ambientes perfeitos para peixes maiores.
2. Lado matogrossense: as margens no lado do Mato Grosso do Sul são ricas em camalotes, pauleiras e pequenas florestas alagadas, ótimas estruturas para pesca.
3. Pauleiras fechadas: procure por pontos com essa característica, mesmo que estejam um pouco mais afastados da margem. As concentrações de galhos e árvores podem render boas capturas.

 

Quando soltar era uma loucura
“Fomos chamados de loucos quando estipulei, entre nossos clientes, a cota de cinco exemplares por dia por pessoa, com medida mínima de 35 centímetros para o tucunaré-amarelo e 40 para o azul”, diz Paulo Cesar Martin, proprietário da Pousada Cururu, em Presidente Epitácio. A declaração faz referência à época em que a represa Sérgio Motta tornou-se a “bola da vez” entre os destinos para pesca de tucunaré no Sudeste, há cerca de doze anos.

“Após encontrar muita resistência entre os próprios donos de pousadas da região, conseguimos, em uma reunião com o Ibama feita em 1 997, firmar a cota de cinco quilos de tucunaré por pescaria.”

Atualmente, a única proteção ao tucunaré é sua inclusão no limite de abate para espécies exóticas ou alóctones (entre eles tilápia e corvina) durante a piracema e de dez quilos mais um exemplar fora desse período.

Em muitos dos pontos da represa, os guias locais relatam uma redução da quantidade de peixes em relação a anos anteriores, porém com uma maior presença de exemplares de grande porte.

Hoje, a represa sofre com outra ameaça: a pesca com fisgas, praticada à noite por pescadores comerciais e, segundo Paulo, até por alguns guias. “É proibido, mas como é que um contingente de oito policiais consegue tomar conta de uma área alagada tão extensa como esta?”, questiona.

 

Dicas de viagem

 

Equipamento utilizado

Varas: 5’9”, 6’3” e 6’6”, respectivamente classes 10-25, 8-12 e 10-25 libras, de ação média a meio-pesada. Os modelos com maior flexibilidade na ponta (“ação de ponta”) devem ser fortes e rígidos na base, para aguentar as corridas dos exemplares de maior porte.
Carretilhas: perfil baixo, com capacidade para pelo menos 100 metros de linha 0,30 mm.
Linhas: multifilamento de 0,23 mm.
Líder: fluorcarbono de 0,40 a 0,52 mm.
Iscas: superfície, dos tipos zara, hélice, stick e popper. Na meia-água, twich-baits. No fundo, jigs de penacho de 1/4 e 1/2 oz. (7 e 14 g), além de colheres nas cores prata, dourada e com adesivos holográficos.

 

+ Dicas
> Garateias e argolas (split-rings): substituir as originais por outras mais reforçadas é necessário para que elas não abram ou sejam arrancadas durante a briga. Ao fazer a substituição, obedeça o tamanho das originais para não desbalancear a isca.
> Snaps: igual ao caso anterior, prefira material reforçado. Procure grampos de arame mais grosso, mas sem exagerar no tamanho.
> Barulho: inserir esferas de metal ou plástico em iscas de superfície que sejam ocas pode deixá-las mortais para os tucunas. Para isso, basta fazer um furo na isca e inserir as esferas. Depois, vede com um pedaço de madeira e cola do tipo araldite. As esferas podem ser encontradas em lojas que vendem produtos para confeccionar bijuterias, e estão disponíveis em diversos tamanhos. Retire os anzóis da isca para evitar acidentes.
> Nós: revise-os sempre, principalmente na união da linha de multifilamento com o líder.

 

Serviço

Pousada Cururu
Tel.: (18) 3871-3856 / 9108-0229
www.pousadacururu.com.br

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