Procurando um bom pesqueiro próximo de casa


Leonardo Alves
11/01/2017

Ao pescar a menos de 140 km de Capital São Paulo, na cidade de Americana, no reservatório de Salto Grande, fiquei surpreso com a variedade de peixes esportivos que encontrei.

Durante muito tempo, viajando centenas de quilômetros, sempre me perguntei: até “quanto” temos que viajar para fazer uma boa pescaria? Claro que a resposta sempre foi: muito!

É óbvio que as pescarias mais elaboradas, onde focamos grandes troféus, espécies mais raras, entre outros objetivos, requerem que nosso deslocamento seja bem maior. Também é fato que as áreas de maior preservação ambiental e vida selvagem estão sempre mais longe das grandes capitais.

Porém, muitas vezes, podemos praticar nosso esporte pertinho de casa, e com muito sucesso!

Vão ai algumas dicas para quem quer descobrir e pescar próximo ao “seu quintal”!

  •  O “senso comum” é sempre um ótimo começo. Ouvir as histórias contadas pelos amigos, ou pelos “amigos dos amigos” podem nos levar a um bom local de pesca. Nessa pescaria em Americana (SP), durante anos ouvi pescadores fazendo bons relatos sobre local, e mesmo assim, relutei em ir até lá. Quando fui, me surpreendi.
  • Internet: ela tornou-se a grande aliada dos pescadores “desbravadores”. Navegando, conseguimos pesquisar em sites, aprender, ler relatos e experiências de outros pescadores, facilitando com que encontremos bons locais de pesca que estão mais próximos do que podemos imaginar.
  • A curiosidade: colocar uma mochila nas costas cheia de iscas artificiais, de cores e tamanhos variados, e sair praticamente “sem destino” em estradas de terra nas zonas rurais, tem sido uma nova mania entre alguns pescadores. Traíras e tucunarés são seus alvos preferidos, já são encontrados, praticamente, em todo país.
  • Pescaria de caiaque: essa embarcação permite pescarias em locais onde não há nenhuma estrutura de pesca. De ótimo custo benefício e fácil transporte, podemos entrar em locais de difícil acesso, ter ótimos resultados, além dos benefícios para a saúde.
  • Revistas: são sempre excelentes fontes de conhecimento e pesquisa. São verdadeiros manuais sobre técnicas, dicas e locais a serem experimentados.

Portanto, a distância não deve ser uma desculpa para não praticarmos nosso esporte predileto. Perguntando, pesquisando e com uma pitada de curiosidade, podemos “chegar longe” mesmo perto de nossas casas!

 

Dicas para o reservatório de Salto Grande – SP

Próximo à barragem, há uma grande quantidade de aguapés. Esse local só tem acesso se o vento ajudar, formando “canais” que possibilitem a navegação entre a vegetação. O local é uma ótima opção para a captura de traíras, matrinxãs e tucunarés.

Nessa área de aguapés, os arremessos devem ser preferencialmente em direção à margem (rasa), e não para os aguapés centrais, pois a profundidade é bem maior.

Para os tucunarés amarelos: As paredes construídas nas casas de campo que margeiam a represa são ótimas opções.

Os amarelinhos, que na represa não crescem muito, são extremamente brigadores, impressionando pela agressividade. Para eles, os pequenos plugs de meia água são certeiros.

Os plugs cromados e de cores claras são os mais eficientes, devido à coloração da água da represa, que tem uma boa transparência.

Os arredores onde fica o barco escola, também são bons locais de pesca.

 

 

Fotos: Leonardo Alves

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