Primeira viagem ao rio Araguaia


Da Redação PESCA ESPORTIVA
19/10/2017

O “Bem na foto” da edição de outubro, é do pescador Thadeu Ortona. Confira o relato!

Como todo apaixonado por pesca pesada, era um sonho ir ao formoso Rio Araguaia e, no mês de maio tive o privilegio de ficar alguns dias neste paraíso.

Muitos pescadores de São Paulo optam por ir de carro, porém com o tempo reduzido que tínhamos, fomos de avião até Brasília e lá alugamos um carro para percorrer os 573km até Luiz Alves/GO.

Chegamos à pousada por volta das 22h, deixamos as bagagens e após um ótimo jantar, montamos as tralhas para a batalha no dia seguinte.

A pescaria de piraíbas (nosso foco) no Rio Araguaia é muito peculiar. Passamos o dia todo com o sol “na cabeça”, pois apoitamos o barco no meio do rio (canais) e não nas suas laterais, onde as árvores fazem sombra ao pescador.

A primeira coisa a fazer é procurar iscas, tais como: candiru, corimba, barbado etc. O sistema de pesca é o de espera. O Guia nos leva ao ponto, soltamos as iscas na água e apoitamos o barco. No primeiro dia não obtivemos ações. Trocávamos de ponto de pesca a cada 40min atrás da grande fisgada. Já no segundo dia, as ações começaram.

Por mais que todo mundo fale, não tem jeito. Ficamos sentados olhando a todo o momento para as varas e, ao menor sinal de movimento, o coração vem à boca.

Tivemos uma ação de piraíba, a vara começou a descer lentamente e quando pegamos a vara para fisgar, ela soltou. Vai uma dica: no ato da fisgada, não economize força. Ela tem uma boca muito dura e, com a enorme quantidade de linha que soltamos na água, não podemos bobear.

Mudamos novamente o ponto e fisgamos uma bela pirarara. Para quem nunca havia fisgado um peixe em rio, deu para sentir como a briga é diferente de pesqueiros. Elas são mais pesadas e vão de encontro aos enroscos para tentar arrebentar as nossas linhas. Com o excelente trabalho do nosso guia, conseguimos sair dos enroscos e abraçar a linda Arara do Rio Araguaia.

No terceiro dia, iniciamos a pescaria ainda mais cedo, pois era nossa última chance de fisgar a Rainha do Rio. Mudamos os pontos com mais rapidez, a fim de procurar qualquer indício dela. Utilizando o candiru como isca, fisgamos uma segunda pirarara. Costumamos dizer que as pirararas estavam curiosas, pois passavam pelo ponto de pescaria de piraíbas, ao invés de próximo aos barrancos.

Esta briga ainda foi mais complicada. Devido aos enroscos, nosso guia teve que estourar a linha e refazer o nó enquanto brigava com ela. Foi algo realmente sensacional presenciar a agilidade e experiência dessas pessoas que se esforçam tanto para termos uma pescaria inesquecível.

Os tão famosos botos não nos incomodaram com a frequência que esperávamos e muito disso se dá a experiência do guia e quantidade de linha na água.

Sem dúvida, foi uma das experiências mais sensacionais que já tive e pretendo voltar ao menos duas vezes por ano.

Materiais utilizados:

varas de fibra de vidro – ação rápida – 100lbs, carretilhas com capacidade de 500 metros de linha 0,92mm, empates de aço de 120 a 200lbs e anzóis de 10 a 12/0.

 

 

Fotos: Thadeu Ortona/Arquivo Pessoal

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