Pescaria iluminada


Julio Hosoiri
30/06/2017

Com os acessórios certos, você pode praticar a pesca noturna sem ficar no escuro – e sem espantar os peixes

Pescar à noite já não é novidade em grande parte dos pesqueiros. Enquanto alguns estabelecimentos permitem a presença de clientes até as onze da noite, há aqueles que reservam o horário das seis da tarde às seis da manhã exclusivamente para os amantes da pesca noturna. Trocar o sono pelos arremessos em horários nada convencionais vale a pena por bons motivos: os peixes ficam menos ariscos, os “alevinos” importunam menos e os grandões se aproximam mais das margens. E para que o praticante da modalidade não fique no escuro, as lojas oferecem, hoje, uma série de produtos de grande ajuda, desde o velho e bom lampião a gás até bastões de luz química e boias luminosas, entre outros acessórios.

 

Mas a luz ajuda ou atrapalha, atrai ou espanta os peixes? O tema divide opiniões; há tanto aqueles que acham que, quanto menor a claridade artificial, melhor será, como os que julgam que os peixes se acostumam com a iluminação, chegando a ficar sob os focos de luz à espera de insetos que caem na água ou de pequenos peixes que passam ou permanecem no local. De qualquer maneira, é claro que alguma iluminação sempre se faz necessária, para que possamos nos orientar, preparar materiais e embarcar peixes. Aí se incluem postes, lampiões e lanternas, entre outros. E se na pesca de arremesso essas fontes de luz pouco influenciam, naquela realizada na margem com varas telescópicas (lisas), a história é outra: quando muito fortes, lampiões a gás ou lanternas focadas nas pontas das varas iluminam demais a água podem ser prejudiciais ao desempenho da pescaria. Isso porque, diferentemente de postes fixos de luz, iluminam a área de pesca de forma inconstante, tendendo realmente a espantar os peixes.

 

Canhãozinho esperto

As “luzes auxiliares” mais comuns são as boias luminosas, as miçangas e os cabrestos fluorescentes utilizados nas pontas das varas. Muitos desses acessórios são adaptados e mesmo inventados, com muita criatividade, por pescadores e lojistas. E, quando algo funciona, logo é reproduzido e repassado para outros pescadores, como aconteceu com a invenção que descreverei a seguir. Com partes de uma boia luminosa usada na pesca de peixes-espada (ou seja, em água salgada), um pedaço de cano de PVC e um LED, pode-se montar uma lanterna de pequeno foco semelhante a um “canhãozinho” com 15 centímetros de comprimento, bastante útil para iluminar a ponta da vara telescópica ou a anteninha sem clarear a água.

Fui apresentado ao acessório pelo habilidoso amigo Sergio Egawa, que, a partir de uma dessas lanterninhas compradas numa loja, fabricou outras quatro a título de testes, introduzindo-lhes algumas melhorias. Pouco eficiente para “carregar” a luz dos acessórios fluorescentes, o LED verde iluminou melhor a anteninha que as demais cores, inclusive a branca.

 

Veja a diferença entre a iluminação da anteninha por uma lanterna comum… (FOTO ANTENINHA 1)e pelo “canhãozinho” de LED, cuja luz não clareia a superfície da água (FOTO ANTENINHA 2)

 

Compartilhe:

Agenda

Próximos Eventos


@revistapescaesportiva

Twitter

Assine a Revista Pesca Esportiva com 7% de desconto e frete grátis.