Passo a passo para fisgar a pirarara


Da Redação PESCA ESPORTIVA
27/01/2017

Somos privilegiados pela possibilidade de fisgar, em alguns pesque-e-pague, um peixe amazônico tão esportivo como a pirarara. Esse verdadeiro gigante de couro, cuja cabeça ocupa praticamente um terço de todo o corpo, pode medir 1,80 metro e passar de 60 quilos. É a garantia de boas brigas e da quebra de recordes pessoais nos pesqueiros onde é introduzido.

 

Etapa 1, a preparação

>> O que usar: tudo começa com a escolha do equipamento adequado

– Linhas: monofilamento 0,60 mm a 0,90 mm (entre 60 e 100 libras), ou correspondente de multifilamento;

– Varas: médio-pesadas, com 6 a 7 pés, e resistência equivalente à das linhas;

– Carretilhas ou molinetes: médio-pesados, com capacidade para, no mínimo, 120 metros de linha;

– Anzóis: 7/0 a 10/0, bem afiados;

– Encastoados de aço de 20 cm;

– Suportes de aço resistentes para apoiar as varas;

– Cordas com mosquetão para não perder os equipamentos.

>> Iscas: são um capítulo à parte.  Sempre pergunte ao responsável pelo pesqueiro o que as pirararas estão acostumadas a comer. Os peixes ficam acostumados ao tipo de alimento que lhes é dado durante a fase de engorda, o que pode variar de acordo com o lugar. As iscas mais comuns e eficientes são:

– Iscas vivas: tuviras, pirambóias (de fundo ou com bóia, pois elas podem se enterrar), minhocuçu e pequenos peixes, como tilápias e piaus de tamanho médio e curimbas pequenos.

– Iscas mortas: cabeças, guelras e postas de peixe. A dica é ficar atento quando algum pescador pedir aos funcionários do pesqueiro para limparem seu peixe. Peça para guardarem as “sobras” para que você use como isca.

– Miúdos: fígado ou coração de boi, sebo e salsicha.

Etapa 2, estratégia

>> Melhores horários: apesar de poderem ser capturadas durante todo o dia, é à noite que as pirararas ficam mais ativas e as chances de fisgá-las aumenta.

>> Pontos de arremesso: na pesca noturna, arremesse a isca próximo à margem. Os bagres normalmente percorrem as beiras dos lagos na busca por alimentos. Durante o dia, é bom variar, explorando os pontos com maior profundidade.

>> A fisgada: as pirararas engolem a isca inteira, portanto tenha calma na hora da fisgada. Deixe o peixe levar bastante, e só então dê a fisgada, com firmeza. Seja rápido para abrir a fricção, pois a primeira arrancada é muito forte.

Etapa 3, depois da fisgada

>> Durante a briga: caso haja outros pescadores por perto, peça a gentileza de recolherem suas linhas, pois a pirarara normalmente toma muita linha e percorre grande extensão do lago. O risco de enroscos nas demais linhas ou em estruturas como pontes, ilhas e troncos é grande. Tente afastar o peixe desses locais, ele provavelmente buscará defesa neles.

>> A retirada: utilize luvas para retirar o peixe da água. Pode ser pela boca ou pela cauda e sempre peça ajuda quando sentir dificuldade. A outra pessoa pode ajudar a erguer o peixe ou simplesmente segurar o equipamento enquanto você realiza a operação.

>> Fotos e pesagem: ajoelhe-se e coloque o peixe apoiado sobre suas pernas. Para pesá-lo, recomenda-se confeccionar ou adaptar uma bolsa de lona, para evitar machucados ao peixe ou a você. E solte a pirarara o mais rápido que puder.

 

 

Foto: Arquivo/Revista Pesca Esportiva

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