Paraíba – Verão à paraibana


Jum Tabata
19/01/2015

 

Sobre o destino

 

Com temperatura média de 33°C, literalmente não há tempo ruim no verão paraibano. O estado é privilegiado e uma ótima escolha para quem procura um destino para as férias. As principais atrações ficam por conta de lindas praias e extensas regiões de mangue.

No local é possível capturar o cobiçado tarpon e outros peixes, como robalo, caranha e pescada – todos com iscas artificiais. O pescador esportivo que pretende se aventurar em águas paraibanas pode ter certeza de que não existe época mais propícia para praticar sua paixão.

Como acontece todo ano, depois de quase cinco meses de muita chuva, vento e espera, os grandes pesqueiros paraibanos voltam à plena forma. Com a chegada do verão e os ventos mudando radicalmente de direção, de sul para nordeste.

Isso faz com que os grandes cardumes de sardinhas, paratis, manjubas e tainhas, entre outras espécies, migrem do alto-mar em direção à costa até os manguezais, para completarem seu ciclo de reprodução. Esses cardumes também atraem uma série de predadores famintos, que também usam o mangue como um grande berçário para seus filhotes.

 

Dicas de viagem

Veja os locais de pesca e as dicas para cada situação

 

MANGUES

 

Principais peixes: robalos (peva, flecha e “trique”), pescada-amarela, xaréu-verdadeiro, salteira, mero, caranha, vermelhos e nosso maior desafio, o tarpon.

Onde: é impossível falar em pesca na região sem ter como referência a bacia do rio Paraíba. Ele banha dezenas de municípios importantes, como João Pessoa e Campina Grande. Seu curso total é de 380 quilômetros e segue no sentido sudoeste-leste até desaguar no Oceano Atlântico, entre os municípios de Cabedelo, Lucena, Santa Rita, Bayeux e João Pessoa.

Em seu estuário encontram-se: o Porto de Cabedelo, muitos manguezais, dezenas de desembocaduras de rios menores e uma série ilhas, como as da Restinga, a Stuart e a Tiriri. A grande área torna a bacia excelente para a prática da pesca, principalmente pela facilidade de se encontrar os cobiçados tarpons e robalos.

 

Modalidades

 

♦ Corrico pesado: é usado para a captura de xaréus e peixes de grande porte, como robalões e tarpons. Durante a navegação de um ponto para outro, o pescador deve ficar de olhos atentos ao leito do rio em busca de cardumes de predadores ativos. Eles são facilmente identificados pela formação dos “rebojos”, além de ataques explícitos que também podem ser ouvidos a distância.

Quando detectados, o pescador deve posicionar o barco em direção a eles e acelerar com força total. Ao chegar a 10 metros do epicentro da ação, arremesse a isca para trás, a cerca de 25 metros da popa do barco. A vara deve então ser colocada no suporte, e a velocidade da embarcação reduzida para a casa dos 8 nós (ou 15 km/h). Geralmente, os primeiros ataques ocorrem a menos de 50 metros de navegação após o pincho.

 

Equipamento recomendado

Vara de 6 pés, classe 30 libras, equipada com carretilha ou molinete abastecido com pelo menos 250 metros de linha de multifilamento 0,35 mm, líder de fluorcarbono 0,60 mm, snap reforçado e iscas de barbela com tamanho de 15 a 20 centímetros e peso entre 30 e 40 gramas.

Corrico leve: para os robalos de porte médio e, principalmente, baby tarpons. Diferentemente da opção anterior, nesta o pescador vai buscar os peixes diretamente em seu habitat, ou seja, nos vários afluentes do rio Paraíba, onde a presença de cardumes dessas espécies é garantida. Como são rios estreitos, o pescador pode começar a corricar de imediato, sem precisar procurar por ataques na flor d’água. A maior diferença está na velocidade, que pode ser de 4 nós (ou 8 km/h), e nos equipamentos.

 

Equipamento recomendado

Vara de 5’6” a 6 pés, classe 17 libras, equipada com carretilha ou molinete com pelo menos 100 metros de linha de multifilamento 0,28 mm e líder de fluorcarbono 0,50 mm. As principais iscas são jigs de penacho e shads de silicone de 9 a 12 cm, pesando no máximo 21 g, e alguns plugs de barbela curta com no máximo 10 centímetros e 20 gramas. Dê preferência a iscas nas cores branca, verde-limão, azul com branca e amarela.

Dicas: em ambas as formas, se a pescaria for praticada com mais de um conjunto, é importante que exista uma distância mínima de 5 metros de uma isca para a outra. Por exemplo, se o primeiro pescador lançar sua isca a 25 metros da popa do barco, o outro deverá lançar a sua a 20 metros. Também é muito importante que, quando uma das varas sofrer uma ação, a linha da outra seja recolhida o mais rápido possível, isso evita embaraços que podem resultar na perda do peixe fisgado.

Baitcasting: como existe uma variedade muito grande de estruturas no rio Paraíba, a pesca de arremesso é, sem dúvida, uma das mais praticadas. Não é preciso navegar grandes distâncias para duelar com um bom peixe, as estruturas vão desde os próprios píeres ou trapiches das marinas a pequenas embarcações naufragadas. No verão, esses locais também recebem robalões, pescadas-amarelas de grande porte e as dentuças caranhas. O pescador deve ficar bem atento aos seguintes pontos para ter sucesso e garantir suas fisgadas:

1. As melhores marés são sempre as de quarto minguante ou crescente, ou seja, com pouca variação;
2. Acordar bem cedo, já que muitas vezes a pescaria é definida nas primeiras horas da manhã;
3. É importante ter uma tralha bem diversificada, que sirva tanto para a pesca com iscas artificiais como com iscas naturais;
4. Beba muita água e use roupas leves, bonés e óculos polarizados, além de protetor solar, para garantir um dia de pesca confortável e saudável;
5. Ter o auxílio de um guia local é de extrema importância para conseguir chegar aos principais pontos de pesca;
6. O uso de empate de aço nos pequenos naufrágios é recomendado pela real possibilidade de se fisgar caranhas nesses locais.

 

Equipamento recomendado

Vara de 5’6”, classe 17 libras, equipada com carretilha de perfil baixo abastecida com 100 metros de linha de multifilamento 0,28 mm e líder de fluorcarbono 0,48 mm. As principais artificiais são: camarões, shads de silicone pequenos, plugs de superfície (sticks, “zaras” e poppers) e meia-água com no máximo 11 centímetros e jumping jigs com até 21 gramas.

As iscas naturais mais usadas são camarões e pequenos peixes, ambos vivos, tanto no fundo como com boias de arremesso. Os camarões vivos são comprados no próprio local, de ribeirinhos que os pescam e os mantêm vivos nas próprias canoas. A unidade sai em média R$ 0,30.

 

Praia

A Paraíba também oferece uma grande variedade de praias paradisíacas onde o pescador pode praticar tanto a modalidade de surf casting como o baitcasting. Exemplo disso são as praias de Intermares, localizada no município de Cabedelo (a 17 km João Pessoa), do Coqueirinho (35 km ao sul de João Pessoa) e da Baía da Traição (a 80 km da capital). Nelas, o pescador tem oportunidade de fisgar pampos, robalos, caranhas, xaréus, tarpons e muitas outras espécies.

 

Equipamento recomendado

Surf casting: varas de 2,8 a 4,5 metros, molinetes que comportem 150 a 200 metros de linha 0,25 mm (de mono ou multifilamento), e líder de fluocarbono 0,45 mm (do tamanho da vara), chicote de engate rápido, chumbada de 100 a 150 gramas e anzóis 5/0 a 8/0. As iscas mais usadas são: “camarão-vila-franca”, tatuí, filé de sardinha, lula, corrupto e sardinhas ou saúnas vivas.
Baitcasting: varas de 6 a 7 pés, classe 25 libras, carretilhas ou molinetes com 150 metros de linha de multifilamento 0,30 mm e líder de fluorcarbono 0,55 mm. Entre as iscas indicadas estão plugs de superfície com ação de ziguezague e shads de silicone, ambos com 12 a 15 centímetros.

Dica: como o baitcasting é praticado nessas praias de cima das pedras, o pescador deve possuir calçado adequado, além de colete salva-vidas e muito cuidado para pinchar suas iscas artificiais por cima das ondas.

 

Guias de pesca

Leo Franca

www.tarponpesca.com

e-mail: tarponpesca@hotmail.com

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