No reino das minivampiras | Revista Pesca Esportiva

No reino das minivampiras


César Pansera
19/12/2014

Uma pescaria de saicanga, com material leve, em corredeiras de águas límpidas pode render grandes emoções

 

Rios cheios de corredeiras são excelentes locais para a pesca da saicanga, distribuída em praticamente todo território brasileiro. Só o visual e as paisagens já valem a viagem. Os cardumes ficam concentrados logo após as corredeiras, atrás de pedras, paus e galhadas, ou em poços de maior profundidade, onde a água fica mais calma.

Tradicionalmente, os períodos de maior ação se concentram nas primeiras horas do dia e no entardecer. Porém, como estamos falando de um predador nato, os ataques também acontecem em outros horários.

Durante a reprodução, grandes cardumes podem ser encontrados subindo os rios, em direção às cabeceiras e áreas de mata inundada. Nessa situação, atacam o que passar pela frente.

O corpo alongado e comprimido lateralmente da saicanga torna-a muito ágil, mesmo em meio à força da água. Na maioria das vezes ataca em grupo, portanto, onde você captura um exemplar, sempre existirão outros.

A ação e a profundidade das iscas são diretamente influenciadas pela correnteza do rio. Em águas rápidas, é necessário usar spinners mais pesados e plugs do tipo sinking e/ou de barbela mais longa. Já em condições de água mais calma, iscas leves aumentam as chances de ataque, por ficarem por mais tempo suspensas na coluna d’água.

A velocidade de recolhimento também é um fator de grande importância. O ideal é alternar o ritmo das maniveladas até encontrar aquela que levará a isca de encontro aos peixes, numa velocidade que lhes desperte o instinto de ataque.

Os spinners são particularmente eficientes com essa técnica. É fundamental recolhê-los de forma que suas lâminas sempre girem. Esse movimento torna necessário o uso de snaps (grampos) com girador, para não torcer a linha e comprometer os arremessos.

 

Equipamento recomendado

Varas: de 5’6” a 6’6”, classe 10 ou 12 libras com ação moderada para os spinners, e de ação média a rápida, classe não superior a 20 libras, para os plugs.

Carretilhas/molinetes: de categoria ultraleve ou leve. Spincasts também são boas opções, principalmente no caso de iscas mais leves.

Linhas: de mono (até 0,28 mm) ou multifilamento (até 0,15 mm).

Líder: somente quando se utilizar linha muito fina, inferior a 0,20 mm, ou com linha de multifilamento.

Iscas: plugs de barbela curta de ação floating ou sinking com cerca de 5 centímetros e spinners pequenos e médios (tamanhos 0, 1 e 2, ou peso de 1/24 a 1/8 oz.).

 

Confira a segunda parte da matéria, aqui.

 

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