Moscas ao mar | Revista Pesca Esportiva

Moscas ao mar


Da Redação PESCA ESPORTIVA
22/12/2014

O fly fishing vem mostrando um pouco mais de sua magia e poder. Todas as incursões mar adentro foram bem-sucedidas, com muitas ações no decorrer de todo o período de pesca, desde 2009. Arrisco afirmar que, da mesma maneira que considero o vertical jigging imbatível em locais com mais de 25 metros de profundidade, a pesca com mosca é a modalidade mais eficiente e produtiva em pesqueiros rasos, até 15 metros. Confira abaixo as dicas de três praticantes da modalidade.

Quem: Caio Junqueira
O que usa: vara #9, de nove pés e ação rápida; linhas floating, intermediate ou sinking (300 a 500 grains de densidade), dependendo da situação; líder de 3’ (91, 4 cm), mais 40 cm de tippet de fluorcarbono 40 lb para linhas sinking, e de 7 a 9’ (60% de linha 0,70 mm, 20% de linha 0,50 mm e 20% de linha 0,40 mm), mais o tippet; carretilha #8 a #10, com capacidade para 150 metros de backing de 30 lb; iscas clouser minnows, deceivers, crystal critter, Bob’s bangers, crease fly, pencil poppers e imitações de lulas.
Considerações: “A pesca com mosca na costeira atrai pelo visual, variedade e força dos peixes. Sempre há ótimas surpresas.”

Quem: Marcos Augusto Sanfelice Gonçalves
O que usa: vara #10 de ação rápida; linha sinking de 400 grains; líder de fluorcarbono de uma única seção com aproximadamente dois metros de comprimento; iscas surf candy (com cone-head) e clouser minnow.
Considerações: “Além da variação de espécies de uma pescaria para outra, a esportividade dos peixes marinhos é outra. E, além disso, dá para fazer ótimas pescarias perto de São Paulo. A única desvantagem é a maior dependência de condições favoráveis de tempo.”

Quem: Mauricio Velho
O que usa: varas potentes #8 a #10; linhas sinking de 250 a 450 grains; carretilhas marinizadas, com bom freio e pelo menos 100 metros de backing de 30 lb; líder de 1,5 metro em duas seções, com tippet de 0,40 mm de fluorcarbono; iscas deceivers e clouser minnows nas cores branca, branca com chartreuse e branca com rosa, em anzóis com tamanho 4 a 3/0.
Considerações: “É necessário um bom preparo técnico para arremessar em condições adversas, como vento e balanço do barco. O custo é maior em relação a uma pescaria na água doce, já que são menos pessoas no barco e os equipamentos têm que ser melhores e, consequentemente, mais caros que os usados na água doce.”

Não se esqueça
1. Caso tenha pouca experiência em localizar cardumes com o fishfinder, leve dois conjuntos de arremesso e alguns plugs de meia-água para corricar ao redor dos parcéis. Ao constatar uma ação, aproxime-se sutilmente desse local. Arremesse as moscas e, ao obter ataques, marque o ponto no GPS para explorar bem o pesqueiro.

2. Como em toda pesca de arremesso, o posicionamento da embarcação é fundamental. Com os pescadores de frente para o ponto de pesca, fica mais simples a tarefa de colocar as moscas no ponto correto. As varas são longas e variar muito a posição da embarcação acaba dificultando o trabalho de arremesso.

3. Ao arremessar junto à espuma formada pelo bater das ondas nas pedras, fique atento quando a mosca estiver saindo dessa área, pois as chances de ataque são enormes.

4. As linhas sinking são realmente necessárias. Por meio delas, já conseguimos capturar peixes da superfície até os 18 metros de profundidade.

5. Verifique com frequência as condições do líder. Além de tornar invisível a união entre a mosca e o tippet, ele auxilia no embarque de exemplares com forte dentição (bicudas, cavalas e enchovas) e dos mais vigorosos.

6. Prata, rosa, branca e verde estão entre as cores mais indicadas para as iscas. Troque-as com frequência, bem como suas formas e tamanhos.

7. Devido à ação extremamente lenta das varas de fly, usar anzóis impecavelmente afiados é fundamental para fisgadas sempre bem sucedidas.

 

 

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