Finesse fishing com iscas naturais | Revista Pesca Esportiva

Finesse fishing com iscas naturais


Da Redação PESCA ESPORTIVA
10/03/2017

 

Material leve, linhas finas e iscas discretas. As bases do finesse fishing, estilo amplamente utilizado na pesca do black bass com iscas artificiais, também podem ser aplicadas na captura de grandes troféus em pesque-e-pagues, com iscas naturais. Por quê? Muito simples. Peixes como tambaquis, dourados e pintados ficam cada vez mais manhosos à medida que aumenta seu tempo de permanência nos lagos e tanques dos pesqueiros.

Quem nunca passou pelo suspense de assistir um grande peixe chegar a milímetros da isca, perto da superfície, e vê-lo ignorar o engodo oferecido? O motivo pode estar oculto nas escolhas do material utilizado, possivelmente muito “pesado” para o peixe em questão, mesmo que seu porte seja avantajado. Linhas, anzóis, iscas e principalmente bóias podem ser adaptados com sucesso para o estilo finesse de pescar.

> Linhas: como os conjuntos finesse são invariavelmente muito leves, o ideal para conseguir bons arremessos é usar linha fina, se possível de multifilamento;

> Líderes/chicotes: o fluorcarbono é tão útil nos pesqueiros quanto em qualquer outro local ou modalidade. Sua já conhecida transparência torna-o muito pouco visível sob a água. E a alta resistência à abrasividade compensa, de certa forma, a não utilização dos empates de aço, que estão entre os maiores responsáveis pelas refugadas dos peixes às iscas;

> Anzóis: use modelos tão delicados quanto puder, com hastes finas e de preferência pintados em cores neutras, como o preto.

> Boias e miçangas: essa pescaria costumava ser mais produtiva há alguns anos, mas nos lagos com grande pressão de pesca, seu desempenho caiu. A principal solução encontrada foi aumentar o comprimento do chicote ou líder, para que o peixe não enxergue a bóia. Hoje, é possível encontrar bóias artesanais feitas com material plástico transparente ou de cortiça, muito mais discretas que as tradicionais. Permitem utilizar um curto chicote de poucos centímetros, logo abaixo da bóia.

> Molinetes ou carretilhas: a segunda opção só é indicada se o pescador já tiver intimidade com o equipamento.

>> Tambaquis na miçanga

– Boia de cortiça (principal)

– 1 a 1,2 m de líder 0,30 mm, de fluorcarbono

– Boia pequena (auxiliar) de EVA ou isopor

– Miçanga com anzol wide gap número 1

– Com o auxílio de um estilingue próprio para ração, arremesse uma pequena quantidade, e em seguida a bóia, no mesmo local

>> Dourados e pintados na salsicha boiada

– Conjunto classe 20 libras

– Linha de multifilamento 0,18 mm

– Anzol 2/0 a 4/0 de haste longa, preto

– ½ salsicha (de frango, pois flutua), amarrada com elástico

>> Tilápias e pacus na ração com pinga

– Conjunto leve a médio, classe 12 a 17 libras

– Líder de fluorcarbono 0,20 mm

– Ração embebida em aguardente, com pelo menos 2 horas de antecedência (não umedecer em demasia)

 

 

Foto: Arquivo/Revista Pesca Esportiva

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