Dicas infalíveis para fisgar a corvina


Da Redação PESCA ESPORTIVA
05/02/2017

Sempre que vamos pescar, ao chegarmos à praia, armamos os equipamentos, conferimos os itens e preparamos as iscas com carinho. Então, vem o insolúvel pensamento: “hoje é dia, que bom será se eu pegar uma bela corvina”. A espécie (Micropogonias furnieri) recebe de nós, apaixonados por sua pesca, alguns apelidos carinhosos. Particularmente, chamo-as de “cabeçudas”, devido ao tamanho avantajado de sua cabeça em relação ao corpo.
Peixe de escamas grossas, barriga branca, corpo alongado prateado e dorso com coloração levemente roxa, a corvina é um peixe que ocorre na areia, bem próximo ao fundo, constantemente procurando por alimento. Ela passa vasculhando tudo com sua boca voltada para baixo. Tenho notado maior incidência de capturas da espécie com tempo adverso, chuvoso e com ventos leves. Sua abocanhada é inconfundível, levando linha para o fundo e, com certeza, proporcionando grandes alegrias ao pescador de praia.

>> Equipamentos: caniços de ação média e rápida para arremessos longos, principalmente quando as encontramos nos canais mais afastados da beira. Pode-se usar linha com 6 a 10 libras de resistência, ou espessura entre 0,16 e 0,25 mm, de monofilamento. Mesmo as linhas mais finas, quando trabalhadas em conjunto com a fricção do molinete, tiram a corvina com segurança da água. O tamanho dos anzóis varia entre 10 e 14. Os modelos mais usados são Maruseigo e Hansure. Como, na maioria das vezes, são necessários arremessos de longo ou médio alcance, os chumbos arredondados, como “beach bomb”, “carambola”, “gota” e “torpedo”, são ótimas opções.

>> Chicotes: a sugestão mais comum é o chicote com linha 0,45 mm, dois rotores, distância de 70 cm entre os rotores (R$ 2,00 nas lojas especializadas) e pernadas de 30 cm. No entanto, como sabemos tratar-se de um peixe que entra na pernada de baixo na grande maioria das vezes, pode-se usar um chicote com apenas um rotor. Ambos dificilmente são encontrados em lojas. Assim, temos que confeccioná-los manualmente, o que não é nada complicado (ver ilustração).

>> Iscas: pode-se usar várias iscas em busca da corvina, não raro com preferências específicas de acordo com a região. Lula, camarão e corrupto são as mais usadas. Iscas de tamanho médio para grande são bem-vindas. Corruptos inteiros, lulas pequenas inteiras ou pedaços de lulas grandes, camarões inteiros e pedaços (ou “bolotas”) de camarões são abocanhados sem dó pela cabeçuda.

 

Foto e texto: Marcelo Rubio Esteves

Compartilhe:

Agenda

Próximos Eventos


@revistapescaesportiva

Twitter