De olho no samburá


Julio Hosoiri
13/03/2017

Antigamente usado por pescadores que montavam acampamento às margens de rios e represas, o samburá ou viveiro foi adotado pelos frequentadores de pesqueiros, principalmente os que funcionam nas modalidades “pesque e pague” e “pague e pesque” (livres ou com cotas). São as pescarias voltadas para consumo, em que o pescado é armazenado vivo até a hora de encerrar a conta e ir para casa.

Embora a maioria dos estabelecimentos com esse perfil disponibilize, sem custo, samburás para seus clientes, vale a pena possuir um próprio, principalmente em função do fator confiabilidade. Não é nada incomum o pescador verificar, ao levantar o samburá, que um ou mais peixes acabaram escapando por um furo ou rasgo no acessório. Não menos desagradável é ver o fundo se romper com o peso dos peixes ao tirá-lo da água.

 

Tipos de viveiros

 

De náilon

Compostos por malhas finas e geralmente de coloração verde, são encontrados em dimensões e formatos variados: sacola dobrável, cilíndrico, afunilado, com alma de arame… A boca pode ser aberta, com amarração ou de tampa com mola. Apesar da recomendação de alguns fabricantes para não armazenar peixes com dentição cortante, não tive problemas com traíras e peixes redondos de pequeno e médio porte, além de já ter utilizado este tipo de samburá para guardar iscas vivas.

Pontos a favor: baixo custo, leveza e fácil transporte/armazenamento

Pontos contra: fragilidade nas costuras, maior retenção de impurezas, deformam com o peso dos peixes

 

 

De arame

Fabricados com malhas médias, próximas de 10 a 15 mm, têm telas galvanizadas ou com tratamento anti-ferruginoso, em vários tamanhos e modelos, alguns com duas tampas – uma superior, para colocar os peixes, e outra no fundo, para facilitar sua retirada. Particularmente, prefiro os modelos médios ou grandes, com fundo cilíndrico e pescoço mais estreito, sem tampas. Armazenam tranquilamente peixes com dentes cortantes.

Pontos a favor: alta resistência, fácil transporte/armazenamento (tipo sanfona)

Pontos contra: maior peso, suscetibilidade à oxidação

 

De cordão

Podem ser confeccionados em materiais diversos, como poliéster, multifilamento ou cordão encerado, material também utilizado na fabricação de passaguás. Também encontrados em diversos, modelos, malhas e tamanhos, alguns com mais de 1,2 m de comprimento (modelo funil), para grandes quantidades ou peixes maiores, normalmente com estrutura de arame plastificado. É o modelo de minha preferência, sendo permitido em torneios para o armazenamento de peixes menores que serão pesados/medidos posteriormente.

Pontos a favor: leveza, machucam menos os peixes

Pontos contra: menor resistência, não indicados para peixes com dentes cortantes

 

Dicas de uso e manutenção

– Procure armar o samburá em local livre de enroscos e objetos pontiagudos.

– Após o uso, sempre lave o acessório, mesmo que seja no próprio lago. Ao chegar em casa, pendure em local arejado e protegido do sol.

– Alguns modelos são dotados de boias, que impedirão o afundamento caso o viveiro se desprenda na água.

– Evite forçar o bocal do samburá ao suspendê-lo, use as alças próprias para essa função.

– Dê preferência para cores neutras, como marrom, verde ou azul escuro. Cores berrantes podem afugentar os peixes na pesca com varas lisas.

 

Fotos: Julio Hosoiri

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