Cabo-de-guerra na areia | Revista Pesca Esportiva

Cabo-de-guerra na areia


Jum Tabata
22/12/2014

Por Marcelo Rubio Esteves

 

Entre as grandes espécies que podem ser fisgadas na modalidade de praia, as arraias causam temor e até repulsa por parte dos pescadores. Não é incomum ver linhas de pesca sendo sumariamente cortadas ao se perceber que uma delas foi fisgada.

Mas lidar com esses peixes não é nenhum bicho de sete cabeças. É preciso apenas paciência e muita cautela ao manuseá-los. Além de tranqüilidade e material adequado para trazer essa guerreira para a areia.

As representantes mais frequentes em nossas praias, ao menos na região Sudeste, são conhecidas como arraias-manteiga (gênero Gymnura), lixa e prego (ambas do gênero Dasyatis).

Em muitos torneios em que o peso dos peixes é o principal fator para a contagem de pontos, as arraias são os principais objetivos de muitos competidores, e não é à toa: os menores exemplares pesam cerca de dois quilos.

Durante a briga
Nos primeiros instantes após a fisgada, a arraia leva bons metros de linha, e então simplesmente para. É hora de aguardar e ser paciente, pois se a linha for forçada, certamente arrebentará.

O correto é esperar que ela se movimente de novo para então imprimir força e dar algumas maniveladas, sempre dentro do limite de resistência da linha.

Caso ela trave novamente junto ao fundo, repita o processo quantas vezes forem necessárias, num jogo de paciência. Se a arraia for grande, com 10 quilos ou mais, é comum até deixarmos o caniço na espera (com a fricção devidamente regulada, nunca fechada) até que ela se canse um pouco mais.

Dicas de manuseio
Quando a arraia se cansa e chega à areia, como deve ser tirada da água? Assim que ela estiver vencida, fora da água, coloque o caniço na espera e segure-a pelos espiráculos, como são conhecidas as duas cavidades presentes logo atrás de seus olhos.

Então, utilize um alicate para retirar cuidadosamente o anzol de sua boca. Ao segurar a cauda, em cuja base está o grande e pontudo aguilhão (“ferrão”) que é recoberto por muco tóxico, firme as mãos um palmo abaixo da base, de preferência usando uma luva.

Apesar do perigo maior ser pisar em uma arraia dentro da água, fora dela o animal costuma se debater dando chicotadas com a cauda, fique atento.

*Marcelo Esteves é responsável pelo site www.guiapescadepraia.com.br

 

Matéria publicada na Revista Pesca Esportiva nº 148

 

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