Barbela neles!


César Pansera
22/12/2014

A crankbait é a pedida certa para cobrir rapidamente grandes áreas e despertar ataques furiosos dos mais diversos peixes, de basses em represas a badejos em água salgada

 

“Crank”, em inglês, significa manivela, ou o ato de girar uma manivela. A tradução do termo já dá uma ideia do conceito básico das crankbaits, iscas que devem ser recolhidas praticamente sem parar. A capacidade de explorar grandes áreas a cada arremesso faz delas grandes destaques. A característica de “cobrir mais água” coloca este grupo de iscas de barbela em certa vantagem em relação às demais.

Encontrar os locais e a profundidade em que o peixe está é o grande desafio para o pescador. E para garantir produtividade, poupar tempo e energia, é preciso saber onde arremessar, acertar a velocidade de recolhimento da isca (que pode variar de lenta a muito rápida) e, principalmente, ganhar intimidade com o leito do pesqueiro. Com a prática, é possível identificar e diferenciar estruturas como troncos, desníveis no leito da represa, baixios e ilhas.

Confira as dicas para acertar o trabalho das crankbaits:

Profundidade: uma sonda é essencial para conhecer a profundidade do local e determinar o modelo de crankbait a ser usado.

Trabalho: recolhimento constante. Carretilhas com relação de recolhimento mais lenta (como 5.4:1) são as mais indicadas. Algumas vezes, porém, o peixe quer velocidade; é quando acelerar o recolhimento ou usar carretilhas mais rápidas (superior a 6:1) será fatal. Toques leves e ritmados de ponta de vara durante o recolhimento ajudam. Eles farão a isca mergulhar mais rápido, além de alterarem seu nado e ruído (rattling).

Isca: a largura do corpo da isca e sua barbela (especificamente seu ângulo e comprimento) determinam o nado. As de corpo mais fino oferecem menor resistência ao serem recolhidas e se movimentam com mais facilidade, o que também gera menor deslocamento de água; é um movimento lateral mais curto e rápido. Iscas mais largas e arredondadas produzem maior arrasto. O movimento é mais lento e desloca mais água. É importante que o pescador tenha uma variedade de cranks em sua caixa. Dependendo do dia ou horário, o peixe pode atacar presas mais rápidas ou mais lentas, em profundidades que também podem variar.

Rattling: alguns plugs possuem em seu interior uma única esfera; outros, uma quantidade maior, gerando sons característicos e diferenciados.

Material recomendado
Varas: entre 6 pés e 7 pés, classe 10-20 lb e 10-25 lb. Para arremessos mais longos e uma alavanca mais potente na hora das fisgadas.
Linhas: de monofilamento 0,30 mm a 0,35 mm ou de multifilamento 14 lb. No segundo caso, um líder de fluorcarbono de até 0,35 mm e comprimento um pouco menor que o da vara é recomendado. Em estruturas de pedra, é recomendado líder de fluorcarbono com espessura entre 0,40 e 0,55 mm.
Carretilhas: de perfil baixo, que comportem pelo menos 100 m de linha 0,33 mm.
Iscas: de diversas cores, com diferentes comprimentos de barbela e larguras de corpo. Em água salgada, cores mais claras; já para os predadores de água doce, cores mais vibrantes são excelentes.

 

Confira a segunda parte da matéria, aqui!

 

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