Barbela neles! – parte 2 | Revista Pesca Esportiva

Barbela neles! – parte 2


César Pansera
22/12/2014

Varrer rapidamente uma área de pesca é particularmente útil quando o peixe não fica ativo por muito tempo

 

Para a pesca do black bass, é muito produtivo tentar áreas com característica opostas, desníveis suaves de profundidade ou variações bruscas (drop-offs). Dois ou três arremessos no mesmo lugar com recolhimento rápido, assim, a isca percorre a mesma trajetória, o que irrita e induz o predador ao ataque.

Pinchos paralelos a barrancos íngremes também são muito eficazes, pela possibilidade da existência de estruturas no fundo, mais afastadas da margem. E pontas de barranco nunca devem passar em branco, o black bass costuma frequentar tais áreas.

Atração diversa
Felizmente, as crankbaits não funcionam bem apenas para o bass. Na água doce, além dos “verdões”, elas são excelentes para traíras e tucunarés. As dentuças costumam persegui-las por um bom tempo, às vezes atacam a isca somente quando ela está prestes a sair da água.

Dependendo da época do ano, geralmente no verão, os modelos de barbela mais curta são mortais para as traíras. Para os tucunas, elas podem ser ótimas opções quando eles estão mais “afundados”. Os peixes não resistem ao recolhimento rápido intercalado com repentinas paradas, técnica denominada de stop-and-go.

Já na água salgada, o robalo e principalmente exemplares da família dos serranídeos, como as garoupas e os badejos, estão entre os mais atraídos pelas barbeludas.

Logicamente, cada espécie tem suas características próprias, mas uma coisa é certa: pescar com crankbaits próximo às estruturas rochosas como ilhas e lajes é quase infalível. Nessa situação, troque as garateias originais por outras mais resistentes, mas mantenha o tamanho para não desbalancear a isca e prejudicar seu trabalho. Iscas de cores claras e corpo com perfil fino e comprido são eficientes para os peixes que vivem nesses locais.

No caso dos robalos, além de galhadas e pedras, também é possível usá-las no meio de rios e canais, com no máximo cinco metros de profundidade. Utilize linhas de multifilamento quando pescar em água salgada. Como nesses locais existe influência da força da maré, a pouca elasticidade dessas linhas ajuda ter maior controle sobre a isca, além de exercer mais tração à mesma.

Seja qual for o local, a sensação de utilizar esse tipo de isca é sempre única. Bem-vindo ao mundo das crankbaits.

+ Dicas
– Uma maneira fácil e eficaz de fazer sua crank descer mais alguns metros é mergulhar a ponta da vara na água e recolher a isca continuamente.

– Alinhamento do pitão dianteiro deve ser verificado sempre, para que a isca nade em linha reta e atinja a profundidade limite mais rápido, e fique por mais tempo na zona de ataque.

– Ao enroscar uma crankbait, afrouxe a linha. Muitas vezes, a isca só está presa pela barbela. Se ela for do tipo “floating” (flutuante), ela se soltará naturalmente ao eliminar a tensão.

– Lixe a parte de baixo da barbela da isca, isso a deixa mais afiada, e faz com que corte a água mais facilmente ao nadar, chegando à sua profundidade-limite mais facilmente.

– Garateias: devem estar com as pontas impecavelmente afiadas. Para isso, você pode utilizar uma pequena lima.

 

Confira a primeira parte da matéria, aqui!

 

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