Bagres na minhoca artificial | Revista Pesca Esportiva

Bagres na minhoca artificial


Da Redação PESCA ESPORTIVA
28/03/2017
Arrastar a isca no fundo, com pulinhos

Arrastar a isca no fundo, com pulinhos

 

Algumas surpresas acabam revelando novas e emocionantes formas de pescar. Foi o que aconteceu durante uma pescaria com minhocas plásticas atrás de traíras num pesqueiro paulista. Fui surpreendido por um peixe que deu uma pancada violenta na vara, e brigou tanto que pensei tratar-se da maior traíra da minha vida. Mas quando o bicho chegou à tona mostrando barbilhões no lugar de dentes pontiagudos, percebi com grande alegria que na verdade tinha lutado com um pintado. Seria um caso isolado se a fisgada não se repetisse, com ações de outros peixes lisos como cacharas e catfishes usando o mesmo material.

Se na natureza é raro ouvir sobre a captura de peixes de couro com essa técnica, em pesqueiros as condições e o comportamento das espécies são totalmente diferentes. A limitação física e a enorme diversidade de tipos de isca oferecidos diariamente aos peixes confinados somam-se à agressividade natural dos bagres predadores. Isso ajuda a explicar a incidência de ataques em minhocas artificiais nesses ambientes. O trabalho básico consiste em arrastar a isca no fundo com pequenos pulos pelo caminho, mas sempre há dicas extras que podem aumentar o rendimento da pescaria.

O que usar:

O equipamento varia de acordo com o tamanho e a estrutura do lago.

> Conjunto: de peso médio, com varas entre 6 pés (1,83m) e 6’6” (1,98m), para linhas entre 15 e 20lb, de ação rápida

> Linha: as de baixa elasticidade, como as de multifilamento ou fluorcabono, são indicadas tanto pela sensibilidade quanto pela rápida transmissão de fisgadas

> Líder: necessário quando se usa linha multi. Preferencialmente de fluorcarbono, menos visível aos peixes e mais resistente à abrasão, caso raspe em pedras e tocos que podem aparecer no caminho

> Iscas: minhocas artificiais de 4 a 6 polegadas, montadas em sistema Texas ou Carolina Rig (ver Box)

> Anzóis: do tipo offset, para pesca de black bass, nos tamanhos 1/0 a 3/0, dependendo do tamanho das iscas

> Pesos: cônicos, entre 5 e 10g

Dicas quentes:

> Locais e horários: durante o dia os peixes de couro geralmente ficam nas áreas de maior profundidade. Já no final da tarde, é normal procurarem as margens para caçar, então não deixe de direcionar os arremessos paralelos ao barranco.

> Velocidade de trabalho da isca: um pouco maior que na pescaria de black bass. Como os peixes de couro dificilmente atacam a isca se ela estiver parada no fundo, deixe a minhoca sempre em movimento.

> Cores: sua escolha depende da coloração da água e da luminosidade externa. Tenho obtido bons resultados com iscas verdes e marrons.

> Sal: minhocas salgadas são seguras por mais tempo pelo peixe, e ajudam o pescador na hora da fisgada.

> Caso uma traíra apareça e “detone” a isca, uma boa dica é esquentar uma faca ou canivete e passar sobre o corte para derreter e soldar novamente a parte danificada.

> A ponta escondida de anzóis possibilita a pesca em locais com enroscos. Em contrapartida, exige fisgadas firmes para atravessar o corpo da minhoca e fisgar o peixe.

 

 

Foto: Renato Brito/Arquivo Revista Pesca Esportiva

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