Pesca de dourado e cachara em discussão | Revista Pesca Esportiva

Pesca de dourado e cachara em discussão


Da Redação PESCA ESPORTIVA
02/03/2017

Audiência pública vai discutir suspensão da pesca de dourado e cachara em MS

 

A proibição da pesca dos peixes das espécies dourado e cachara nos rios de Corumbá – a 419 km de Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul, além do transporte de iscas vivas será mais uma vez debatida no município em Audiência Pública, no dia 19 de maio.

O projeto trata também da proibição do embarque, transporte, comercialização, industrialização e a guarda dessas duas espécies. A proibição não será aplicada à pesca de subsistência, aquela praticada pela população ribeirinha, ou por pessoas que se dedicam à atividade pesqueira para consumo doméstico ou produto de troca sem fins lucrativos.

“Temos que debater amplamente estes assuntos com todos os segmentos ligados ao setor da pesca, inclusive pesquisadores e políticos que estão tratando dos temas já há algum tempo. Somente após isto é que os projetos vão a plenário para a discussão final”, disse o autor do projeto e vereador, Rufo Vinagre.

A proibição não será aplicada à pesca de subsistência, aquela praticada pela população ribeirinha, ou por pessoas que se dedicam à atividade pesqueira para consumo doméstico ou produto de troca sem fins lucrativos.

De acordo com o projeto, a proibição enquadra ainda o transporte de isca viva capturada na bacia hidrográfica do Pantanal de Corumbá, para comercialização em outras regiões, inclusive no exterior.

A proposta prevê que somente poderão ser transportadas para comercialização fora do município, iscas vivas provenientes de criatórios, devidamente autorizados pelos órgãos competentes.

Os pescadores profissionais cadastrados no Ministério da Pesca e Aquicultura, assim como os que praticam a pesca de subsistência, pela proposta, poderão capturar isca viva, mas não podem comercializar e transportar o excedente para empresas fora do Município.

Proibição – A pesca de dourado já estava proibida em rios de algumas regiões do Estado, em cumprimento à Lei Municipal nº 2.237/2011, que prevê a proibição da captura, embarque, transporte, comercialização, processamento e industrialização do peixe dourado por cinco anos, a contar de janeiro de 2012, com o objetivo de proteger os estoques do peixe na região. A validade da lei expirou em 31 de janeiro de 2017.

Em novembro de 2016, reunião entre entidades, empresários e vereador, realizada em Campo Grande, debateu os possíveis impactos ambientais e econômicos da proibição da pesca. Um dos principais pontos discutidos na reunião, na época solicitada pelo vereador corumbaense Chicão Viana (SD) foi a queda no número de peixes da espécie e a busca por alternativas que mantenham a preservação da espécie.

“Há anos os pescadores reclamam da queda drástica no número de peixes na região e precisamos avaliar de que modo podemos ajudar a solucionar o problema, se é proibindo a pesca,se a causa é o excesso de iscas saindo do município ou se são as cheias. Precisamos preservar a natureza e ter um turismo rico na cidade”, comentou o vereador na época.

 

 

Foto: Arquivo/Bíblia do Pescador

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