Apapá do mar


Alfredo Carvalho Filho
25/11/2015

As águas salgadas também têm seu apapá, bem “barrigudinho” por sinal

 

O formato achatado e a boca oblíqua dos apapás marinhos fazem lembrar dos de água doce (Foto: Alfredo C. Filho)

O formato achatado e a boca oblíqua dos apapás marinhos fazem lembrar dos de água doce (Foto: Alfredo C. Filho)

 

Ele na verdade responde por Pempheris schomburgki, um peixinho que vive no meio de pedras e corais, em águas rasas, e que pouca gente conhece. Quase redondo e muito achatado lateralmente, gosta de águas claras e movimentadas de costões, recifes e ilhas, entre 1 e 35 metros de profundidade. Uma das características que mais chama atenção é boca, muito oblíqua e voltada para cima porque se alimenta de plâncton, principalmente larvas de invertebrados.

Durante o dia, forma grupos e pequenos cardumes, meio escondidos em frestas, cavernas e sob lajes; à noite, geralmente solitário, o apapá marinho sai para comer, na coluna d’água, muito ágil e rápido. E tem que ser esperto também – se refletir alguma luz em sua barriga, ele é que será presa de peixes maiores, como espadas e bonitos.

Sua reprodução não é bem conhecida, mas os jovens são quase transparentes, a coluna vertebral perfeitamente visível e olho nu. Cresce até 15 centímetros e ocorre por todo o Atlântico Ocidental tropical, desde a Flórida (EUA) família Pempheridae, que agrega 27 espécies, apenas duas delas com ocorrência confirmada no Brasil. A outra, Pempheris poewi, foi registrada apenas no Arquipélago de Trindade e Martim Vaz, ao largo do Espírito Santo.

 

A atividade alimentar da espécie é maior à noite. Cardumes flagrado em meio a recifes na Praia do Forte, BA

Compartilhe:

Agenda

Próximos Eventos


@revistapescaesportiva

Twitter

Assine a Revista Pesca Esportiva com 7% de desconto e frete grátis.