A primeira viagem | Revista Pesca Esportiva

A primeira viagem


Da Redação PESCA ESPORTIVA
15/10/2015

DESTAQUE BEM NA FOTO

A piraíba capturada perto de um dos muitos cardumes de forrageiros, que subiam o Araguaia naquele ano

 

Pedro Daher com piraíba

Pedro Daher com piraíba

 

Tudo começou em maio de 2013. A paixão pelos grandes bagres só despontou naquela pescaria dos sonhos, quando meu pai e eu fomos para Luiz Alves, distrito de São Miguel do Araguaia (GO). O Araguaia nos surpreendeu em cada detalhe, do pôr do sol aos gigantes que encontraram nossas iscas.

Logo no primeiro dia, fomos agraciados por duas pirararas: uma pequena no equipamento leve, destinado aos peixes de escama, e uma bem maior na tralha pesada. Isso sem contar a infinidade de mandubés capturados e a surpresa de uma pequena piraíba, que seria nossa primeira, se não tivesse rompido a linha.

Provavelmente outra piraíba estourou o cabo de aço de 200 libras de resistência, no dia seguinte. Trocamos as linhas das grandes carretilhas e soltamos as iscas em um poço repleto de galhadas, por onde passava um cardume de forrageiros, ponto perfeito para o “peixe arara”.

Bastaram cinco minutos. A pirarara correu para o meio ao invés de buscar as pauleiras, já sabíamos que se tratava de um exemplar de grande porte. E foi o meu novo recorde pessoal. Fisgamos e soltamos, ainda, mais de cinquenta exemplares de apapás e cachorras-facão, alguns enormes. Além desses, encontramos os esportivos tucunarés e aruanãs, no Lago da Montaria, a poucos quilômetros de Luiz Alves.

Enquanto pescávamos os pequenos, sempre soltávamos uma ou duas linhas iscadas com papa-terras, para fisgar algum grande bagre. Essa insistência premiou meu pai com outra linda pirarara, que rendeu uma bela briga e deixou o pescador feliz da vida.

Mas o auge da pescaria se deu no encontro com a “rainha dos rios”. Vimos a piraíba pular, na região da desembocadura do Rio Crixás. Não hesitamos e soltamos as iscas no poço, onde ela havia pulado, esperando por mais de duas horas. Quando já estávamos desistindo, eis que o peixe encontra nosso anzol, dando como resposta à fisgada uma rápida corrida, fazendo a carretilha cantar.

A briga durou cerca de vinte minutos, até que o “tubarão de água doce” mostrou sua prateada barbatana dorsal, fazendo jus à alcunha. Enfim, com as pernas trêmulas, embarcamos o exemplar, um filhote para a espécie, mas a realização do sonho de dois aspirantes a pescadores de grandes bagres. A sensação de ter uma piraíba ali, do nosso lado, soltá-la e acompanhá-la nadando rumo ao seu ambiente natural é inesquecível.

 

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