A pescaria de Rovair Francisco


Caroliny Nogueira
13/07/2015

O pescador de Valinhos (SP) é destaque do mês de julho, no “BEM NA FOTO”.  Aqui, Rovair faz um relato da pescaria e ganha por seis meses assinatura da Revista Pesca Esportiva

 

Rovair Francisco com tarpon em Jardines de La Reina, Cuba.

Rovair Francisco com tarpon em Jardines de La Reina, Cuba.

 

Se eu, pescador nos quatro cantos deste mundo, pudesse escolher voltaria neste mesmo lugar, com este mesmo grupo de pessoas, e faria outra vez essa pescaria tão maravilhosa.

 

Voei do Brasil, a partir do aeroporto de Viracopos, Campinas (SP) e com conexão no Panamá, até Havana, capital de Cuba, onde no Parque Hotel tive o primeiro contato com Kensuke Matsumoto, organizador do grupo, a quem só conhecia pela internet e telefone e também os outros participantes desta empreitada. Depois do obrigatório City tour a bordo de um Chevrolet dos anos 40 e a noite de um animado jantar e show de salsa fomos dormir, para de madrugada enfrentarmos seis horas de ônibus até Puerto Jucaro e ainda mais 3h30, de lancha até o flutuante Tortuga, fundeado em Jardines De La Reina.

Alfredo Souza, o parceiro de barco que conheci no dia anterior, mostrou-se exímio pescador. O guia competente, Juan Carlos, vendo que Alfredo e eu estávamos preparados, dedicou toda a pescaria a procura dos grandes tarpons. Alguém já me havia avisado, “aproveite cada minuto da viagem, lá as horas voam, os dias são curtos e tudo se acaba rápido”. E foi assim, cedo, depois do café, preparada a matula, íamos sobre um skiff, pequeno para seu motor de 70 cavalos até a Boca Grande, viagem difícil com muitas ondas, mas o melhor lugar para encontrar os tarpons.

Apoitados, acompanhando o movimento da maré esperávamos durante horas as “esculas”, cardumes de tarpons que vem como verdadeiras manadas. Aí começava a caça sobre a plataforma de proa, um pescador por vez, obedecendo as ordens do guia executávamos os arremessos (…nueve horas lejo… mas a izquierda… izquierda!!! No a la derecha, izquierda io te disse). E seguidamente ferramos os peixes, muitos escapavam mas tínhamos ação o dia todo sem tempo para o almoço. O tarpon é muito valente e forte, embora trabalhando com equipamento adequado, muitas vezes o anzol não penetra na boca dura ou se abre, ou quebra a linha e a maior parte das vezes falta competência do pescador ou falta de respeito do peixe. A verdade é que durante todo tempo a adrenalina está no máximo.

Ao fim da tarde, no barco hotel, juntam-se os pescadores para contar as mentiras. Só a nossa dupla pescou exclusivamente de fly, os outros alternaram fly e spining, também com resultados fantásticos. Momentos inesquecíveis de carinho e respeito na convivência com estas pessoas. E como haviam dito, tão rápido chega o último dia. Espero poder voltar…

 

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